Esse blog vai mudar.
Deixará os domínio do Blogger para se firmar no Wordpress.
Vai lá: http://pedestreagressivo.wordpress.com/
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Metrôs
Ah, sim. Já que falei de metrôs antes, decidi me prolongar um tiquinho mais no assunto. E lembrar a quem já sabe, e informar quem desconhece, que não é só nos países ricos da Europa, América do Norte e Ásia que a população pode contar com a facilidade, o conforto e o baixo custo das viagens de metrô.
Chile e Argentina, nossos vizinhos, aqui, do nosso lado e tão em desenvolvimento quanto nós, dispõem de ma-ra-vi-lho-sas linhas de metrô.
A capital do Chile, Santiago, tem pouco menos de 6 milhões de habitantes e CINCO linhas de metrô. Já Buenos Aires, orgulho dos nossos hermanos argentinos (com toda razão), tem o mesmo número de linhas, CINCO, e estações equipadas com televisores, que entretêm os usuários do sistema de transporte com uma programação feita exclusivamente para eles, por meio de uma rede de canal fechado.
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Chile e Argentina, nossos vizinhos, aqui, do nosso lado e tão em desenvolvimento quanto nós, dispõem de ma-ra-vi-lho-sas linhas de metrô.
A capital do Chile, Santiago, tem pouco menos de 6 milhões de habitantes e CINCO linhas de metrô. Já Buenos Aires, orgulho dos nossos hermanos argentinos (com toda razão), tem o mesmo número de linhas, CINCO, e estações equipadas com televisores, que entretêm os usuários do sistema de transporte com uma programação feita exclusivamente para eles, por meio de uma rede de canal fechado.
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domingo, 8 de fevereiro de 2009
Da motivação segunda, o outro aspecto econômico
Metrôs são caros pra dedéu. Consomem uma enorme quantia de dinheiro em projetos, construção e execução da obra, que levam um tempaço para ficar prontas. Cada obra de cada trecho de um alinha metrô emprega gente pra dedéu. São engenheiros, mestres de obra, pedreiros, ajudantes... As indústrias fabricantes de cimento triplicam a produção para atender esse cliente que tanto demanda. E por isso, contratam mais e mais funcionários.
Aí, a obra acaba. As linhas de metrô ficam prontas. E é necessário ajeitar cada uma das estações. E dale cobertura de metal+vidro, bancos, relógios, lixeiras, banners, mobiliário urbano. E os trens têm que rodar. E lá se vai mais um ciclo econômico que só traz prosperidade e geração de renda.
Ah, sim. E tem a manutenção das estações, das linhas, dos trilhos e dos trens...
Se toda grande cidade brasileira tivesse ao menos UMA linha de metrô, vocês já pensaram quão menor seria a pobreza e a desigualdade social? E quão mais confortável seria o transporte? E quanto ele seria mais igualitário?
E por fim (e para arrasar qualquer comentário maldoso), já pensaram quanto o Brasil se assemelharia a um país que realmente pretende se desenvolver?
Pensem nisso também.
Aí, a obra acaba. As linhas de metrô ficam prontas. E é necessário ajeitar cada uma das estações. E dale cobertura de metal+vidro, bancos, relógios, lixeiras, banners, mobiliário urbano. E os trens têm que rodar. E lá se vai mais um ciclo econômico que só traz prosperidade e geração de renda.
Ah, sim. E tem a manutenção das estações, das linhas, dos trilhos e dos trens...
Se toda grande cidade brasileira tivesse ao menos UMA linha de metrô, vocês já pensaram quão menor seria a pobreza e a desigualdade social? E quão mais confortável seria o transporte? E quanto ele seria mais igualitário?
E por fim (e para arrasar qualquer comentário maldoso), já pensaram quanto o Brasil se assemelharia a um país que realmente pretende se desenvolver?
Pensem nisso também.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Motivação Segunda - O aspecto econômico
É verdade que a fabricação de automóveis gera empregos. Isso não se discute.
Mas, alguém aí já pensou que motos e ônibus também são fabricados em linhas de montagem que empregam cidadãos e que mais ônibus e motos nas ruas, e menos carros, não significa necessariamente o fim dos empregos?
Ao contrário, quanto mais motos são compradas, mais cresce a demanda por produtos, mais as montadoras fabricam e maior se torna a necessidade de contratação de novos funcionários. O mesmo vale para os ônibus de transporte público.
Pensem nisso.
Mas, alguém aí já pensou que motos e ônibus também são fabricados em linhas de montagem que empregam cidadãos e que mais ônibus e motos nas ruas, e menos carros, não significa necessariamente o fim dos empregos?
Ao contrário, quanto mais motos são compradas, mais cresce a demanda por produtos, mais as montadoras fabricam e maior se torna a necessidade de contratação de novos funcionários. O mesmo vale para os ônibus de transporte público.
Pensem nisso.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Motivação Primeira
Quem anda se exercita, faz bem a própria saúde, não polui e dá bom exemplo para as futuras gerações.
Porque essas sim, vão sofrer de verdade com a poluição, o aquecimento solar, a falta de água, as guerras pelo petróleo...
Quem tem os seus felizes descendentes em casa pode ir se preparando e começando endurecer os coraçãozinhos desses seres tão lindos e amados: porque o futuro deles será uma merda, cheio de restrições.
E a culpa, será sua.
Porque essas sim, vão sofrer de verdade com a poluição, o aquecimento solar, a falta de água, as guerras pelo petróleo...
Quem tem os seus felizes descendentes em casa pode ir se preparando e começando endurecer os coraçãozinhos desses seres tão lindos e amados: porque o futuro deles será uma merda, cheio de restrições.
E a culpa, será sua.
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O manifesto - Parte1
Se é constitucional o direito de ir e vir, logo todo cidadão pode usar os próprios pés como meio de transporte.
E portanto, é lícito exigirmos das autoridades que nos garantam calçadas planas, feitas em manta asfáltica, concreto ou material que o valha e não seja escorregadio, mais sinalização especial nas esquinas e, por favor, segurança.
Como sociedade, os brasileiros devem deixar de lado o modelo norte-americano de viver e parar de acreditar que carro é status e gordura acumulada nas ancas é sinal de riqueza.
E portanto, é lícito exigirmos das autoridades que nos garantam calçadas planas, feitas em manta asfáltica, concreto ou material que o valha e não seja escorregadio, mais sinalização especial nas esquinas e, por favor, segurança.
Como sociedade, os brasileiros devem deixar de lado o modelo norte-americano de viver e parar de acreditar que carro é status e gordura acumulada nas ancas é sinal de riqueza.
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Da importância de não ver o lado bom das coisas
Sim, eu sou uma ranzinza reclamona de primeira. Reclamo de tudo, critico tudo e faço isso com um extremo prazer, sim senhores, e uma feliz sensação de consciência do meu papel na sociedade. Porque de achar que "tá, tudo bem, pelo menos não aconteceu nada pior" é que Brasil vai como nós conhecemos...
Um pouco mais de mau-humor no olhar do brasileiro cairia muito bem...
Um pouco mais de mau-humor no olhar do brasileiro cairia muito bem...
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Dúvida
Quando chove, para não escorregar e se estatelar no chão, vocês seguem o caminho das pedras escuras ou preferem as pedras brancas?
(eu sempre segui as pedras brancas... Só que esses dias, elas me traíram. E a um rapaz que vinha logo atrás de mim também. Então, ouvi sua amiga alertar sobre o seu (meu) erro: "são as pedras escuras que não escorregam")
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(eu sempre segui as pedras brancas... Só que esses dias, elas me traíram. E a um rapaz que vinha logo atrás de mim também. Então, ouvi sua amiga alertar sobre o seu (meu) erro: "são as pedras escuras que não escorregam")
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A conta dos passos
Eu vou da casa para o trabalho e do trabalho para casa à pé. Faço isso cinco dias na semana. Só aceito carona quando a noite cai. Porque não me arrisco a dar meus passos ligeiros por essas ruas desertas aqui em volta, apesar do imenso prazer que sinto com as caminhadas noturnas.
Essa semana, alguém do meu trabalho lançou uma pergunta quantitativa sobre essa minha rotina. Algo do tipo: quantos quilômetros você deve caminhar por dia?
E sabem o que eu respondi? Nada! Nadinha... (silêncio). Fiquei quieta simplesmente porque eu não conheço a resposta.
Essa ignorância relativa a uma das minhas atividades favoritas me incomodou. E me fez pensar, pensar e me perguntar porque razão eu nunca marquei a distância que percorro diariamente. E quanto daria a soma dos quilômetros andados num mês? E num ano?
Bem, talvez eu nunca tenha feito a conta porque pratico o desapego estatístico. Ou simplesmente, porque eu sinto tanto prazer em dar minhas passeadinhas que nunca tenha passado pela cabeça contar quanto isso dá... em números.
Enfim. Um dia eu corrijo essa falta, marco as distâncias e faço as contas...
Essa semana, alguém do meu trabalho lançou uma pergunta quantitativa sobre essa minha rotina. Algo do tipo: quantos quilômetros você deve caminhar por dia?
E sabem o que eu respondi? Nada! Nadinha... (silêncio). Fiquei quieta simplesmente porque eu não conheço a resposta.
Essa ignorância relativa a uma das minhas atividades favoritas me incomodou. E me fez pensar, pensar e me perguntar porque razão eu nunca marquei a distância que percorro diariamente. E quanto daria a soma dos quilômetros andados num mês? E num ano?
Bem, talvez eu nunca tenha feito a conta porque pratico o desapego estatístico. Ou simplesmente, porque eu sinto tanto prazer em dar minhas passeadinhas que nunca tenha passado pela cabeça contar quanto isso dá... em números.
Enfim. Um dia eu corrijo essa falta, marco as distâncias e faço as contas...
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Do direto de andar
Estava pensando nos tópicos que deveriam constar no manifesto do Pedestre Agressivo. O direito de andar parece óbvio demais para ser o primeiro, mas, incrível, é ele mesmo que encabeçará essa lista.
Porque nós somos privados do direito de andar. Todos os dias e em todas as cidades brasileiras. Sabe como? Pelo risível e horroroso padrão de nossas calçadas (isso quando elas existem); pela falta de sinais de pedestres em TODAS as esquinas; pela falta de faixas de pedestres em TODAS as esquinas; e, por fim, pela falta de segurança nas ruas, que é o maior inimigo de quem anda.
E sabe quem são os culpados por isso tudo? Nós. Sim, nós brasileiros que elegemos canalhas estúpidos que não fazem nada além de roubar ou se auto-favorecerem. Nós, que enxergamos tudo isso e ficamos quietos, mudos, calados, como se nada acontecesse... Nós, que ao invés de exigirmos condições decentes e aceitáveis de vida em sociedade, e por isso eu que quero dizer poder andar por onde for e a hora que for sem sentir o medo real de ser assaltado a qualquer momento (ou coisa pior) e poder andar de maneira agradável e saudável, sem ter que ficar se equilibrando em calçadas mal feitas (porque desviaram a verba pública), como dizia, nós que ao invés de exigirmos a mesma qualidade de vida dos europeus ou norte-americanos ou japoneses, já que pagamos por isso, ficamos quietos, calados, como se tudo estivesse bem...
Porque nós somos privados do direito de andar. Todos os dias e em todas as cidades brasileiras. Sabe como? Pelo risível e horroroso padrão de nossas calçadas (isso quando elas existem); pela falta de sinais de pedestres em TODAS as esquinas; pela falta de faixas de pedestres em TODAS as esquinas; e, por fim, pela falta de segurança nas ruas, que é o maior inimigo de quem anda.
E sabe quem são os culpados por isso tudo? Nós. Sim, nós brasileiros que elegemos canalhas estúpidos que não fazem nada além de roubar ou se auto-favorecerem. Nós, que enxergamos tudo isso e ficamos quietos, mudos, calados, como se nada acontecesse... Nós, que ao invés de exigirmos condições decentes e aceitáveis de vida em sociedade, e por isso eu que quero dizer poder andar por onde for e a hora que for sem sentir o medo real de ser assaltado a qualquer momento (ou coisa pior) e poder andar de maneira agradável e saudável, sem ter que ficar se equilibrando em calçadas mal feitas (porque desviaram a verba pública), como dizia, nós que ao invés de exigirmos a mesma qualidade de vida dos europeus ou norte-americanos ou japoneses, já que pagamos por isso, ficamos quietos, calados, como se tudo estivesse bem...
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