domingo, 27 de abril de 2008

A calçada é de quem usa os pés... e não rodas

Incrível como os motoristas percebem uma cidade: todo e qualquer espaço livre serve de passagem aos seus motorizados; mesmo com tantas ruas, ruelas, avenidas e autoestradas, ainda acham que falta espaço para eles; as calçadas são um enorme desperdício de espaço: elas bem renderiam duas ou mais pistas de rolagem.

E assim, com esse admirável senso de coletividade e bom convívio social, eles tocam suas máquinas à frente. E muitas vezes acima dos passeios. Sem frear ou sequer olhar para o lado. Quem estiver ali, fazendo o bom uso da calçada, que espere esse ser egocêntrico acabar seu espetáculo de incivilidade, a bordo de uma, duas ou três toneladas de pura ferragem mais plástico.

E pensar que nele jazem duas pernas saudáveis...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Premissa

Uso meus pés como meio de transporte. De vez em quando, apelo para o ônibus. Principalmente naqueles dias atribulados... Também aceito caronas. Principalmente quando a noite cai.

Por andar tanto, e são muito quilômetros por semana, garanto, vejo, presencio e vivencio cenas absurdas de puro desrespeito aos pedestres.

Cenas que me indignam tanto e de tal forma que me enchem de tremeliques. Resolvi aproveitar esses espasmos para digitar algumas palavras de protesto, e divulgar o manifesto do pedestre agressivo. Cujo título, devo admitir, não é meu. Mas me agrada profundamente.

Na verdade, esse manifesto ainda está para ser escrito, e devidamente divulgado. Tomei essa tarefa para mim. Espero ter algum êxito; e incomodar algumas pessoas; e incentivar outras a andar; e a xingar quem usa as rodas e os motores de maneira indevida.

Porque de passividade e submissão, as ruas já estão repletas. E tenho dito!